12 curiosidades imperdíveis sobre a Neo Química Arena

A Neo Química Arena, anteriormente conhecida como Arena Corinthians, completa dez anos de existência desde a sua inauguração oficial. Localizada em Itaquera, São Paulo, a arena se tornou um símbolo do Corinthians e palco de grandes momentos esportivos. A seguir, confira 12 curiosidades sobre a história e os destaques do estádio.

1. Primeira Partida

O estádio recebeu seu primeiro jogo oficial em 18 de maio de 2014, com uma derrota do Corinthians para o Figueirense por 1 a 0, gol de Giovanni Augusto, que mais tarde jogaria pelo Timão.

2. Grandes Competições

A Arena foi palco de jogos importantes, incluindo a abertura da Copa do Mundo de 2014 entre Brasil e Croácia, jogos das Olimpíadas de 2016 e da Copa América de 2019.

3. Naming Rights

Após seis anos de negociações, o Corinthians fechou um acordo de naming rights em 2020 com a Hypera Pharma, que pagou R$ 300 milhões para nomear o estádio como Neo Química Arena até 2040.

4. Custo Inicial e Atual

O custo inicial do estádio foi orçado em R$ 930 milhões pela Odebrecht, mas o valor atualizado, incluindo juros, chegou a aproximadamente R$ 1,64 bilhão.

5. Vitórias do Corinthians

O Corinthians já disputou 338 jogos na Arena, conquistando 196 vitórias, 94 empates e 48 derrotas, com um saldo de 532 gols marcados e 253 sofridos.

6. Jogador com Mais Atuações

O goleiro Cássio é o jogador que mais atuou na Neo Química Arena, com 289 partidas disputadas.

7. Maiores Artilheiros

O maior artilheiro da Arena é o paraguaio Ángel Romero, com 32 gols, seguido por Roger Guedes (31), Jô (30), Jadson (24) e Yuri Alberto (24).

8. Recorde de Público

O recorde de público da Arena foi na semifinal da Copa do Mundo de 2014, com 63.267 pagantes assistindo Argentina x Holanda. O maior público do Corinthians como mandante foi na semifinal da Copa do Brasil de 2023 contra o São Paulo, com 46.517 torcedores.

9. Títulos Conquistados

O Corinthians conquistou três títulos na Arena: o Campeonato Brasileiro de 2015 e os Campeonatos Paulistas de 2017 e 2019.

10. Valorização Imobiliária

Desde a inauguração da Arena, o número de lançamentos imobiliários em Itaquera e arredores triplicou, com o valor do metro quadrado subindo de R$ 5.249 para R$ 7.125.

11. Crescimento do Comércio

A região ao redor da Arena viu um aumento de 28% no número de empresas nos últimos dez anos, segundo dados da Prefeitura.

12. Futebol Feminino

A Neo Química Arena também foi palco de grandes conquistas do futebol feminino do Corinthians, incluindo quatro Campeonatos Brasileiros, três Supercopas do Brasil e três Campeonatos Paulistas.

(Agência Corinthians)

De sonho a pesadelo: A dívida bilionária do Corinthians com a Arena

Quando Andrés Sanchez, em seu primeiro mandato como presidente do Corinthians, anunciou a construção do estádio do clube em 1º de setembro de 2010, afirmou que a obra custaria R$ 335 milhões. No ano seguinte, a arena em Itaquera, na zona leste de São Paulo, foi anunciada como o local da abertura da Copa do Mundo de 2014. Na época da inauguração do campeonato, o preço final da obra havia saltado para R$ 985 milhões (R$ 1,9 bilhão em valores corrigidos), bem acima do custo original.

Aumento dos Custos Parte desse aumento é atribuída às estruturas provisórias que o estádio teve durante o Mundial, como as arquibancadas temporárias que aumentavam a capacidade de 48 mil para 64 mil lugares. O Corinthians não jogou no local antes da remoção dessas estruturas.

Dívida e Disputas Internas Durante anos, o cálculo exato da dívida pela nova arena foi motivo de disputas internas no Parque São Jorge. Em 2019, uma comissão do Conselho Deliberativo apontou que o clube devia R$ 1,03 bilhão à Odebrecht, construtora responsável pela obra, além do financiamento com a Caixa Econômica Federal. Andrés Sanchez contestou esse valor, alegando que partes da obra não foram concluídas e que o clube havia repassado cerca de R$ 380 milhões à Odebrecht por meio de CIDs (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento). Em setembro daquele ano, a Odebrecht e o Corinthians anunciaram um acordo para encerrar a dívida, com o clube concordando em pagar R$ 160 milhões.

Estrutura Financeira do Projeto O projeto original do estádio era de autofinanciamento. A Odebrecht pagaria pela obra com seus recursos e recuperaria o dinheiro com receitas geradas pela arena. O financiamento incluía um empréstimo da Caixa no valor de R$ 400 milhões e os CIDs cedidos pela prefeitura, estimados em R$ 420 milhões. Receitas da exploração comercial da arena, como a venda dos “naming rights”, eram esperadas para ajudar no pagamento da dívida, mas a demora para concretizar essas vendas inflacionou a dívida com a Caixa.

Dívida Atual De acordo com um relatório da consultoria EY divulgado no final de maio, o clube ainda deve R$ 703 milhões à Caixa. A dívida é reajustada pelo CDI (Certificado de Depósito Interbancário) mais 2% ao ano. Em 2023, o clube começou a pagar apenas os juros do financiamento, com o valor principal começando a ser quitado a partir de 2025. O Corinthians tem até 2041 para quitar o débito.

Impacto na Saúde Financeira do Clube A dívida bilionária impacta significativamente a saúde financeira do Corinthians. O clube estima que já tenha pago R$ 265 milhões ao banco estatal. A consultoria EY aponta que, ao somar essa dívida com outras, o montante total é de R$ 1,58 bilhão, fazendo do Corinthians o clube mais endividado do país. A diretoria atual considera a quitação dessa dívida essencial para liberar receitas da arena e melhorar a situação financeira do clube.

Bruno Teixeira/Agência Corinthians