Augusto Melo enfrenta dificuldades para substituir Antônio Oliveira

Augusto Melo, presidente do Corinthians

O Corinthians enfrenta um momento de turbulência em sua busca por um novo técnico para substituir Antônio Oliveira. Após uma sequência de nove partidas sem vitória no Campeonato Brasileiro, o Timão se encontra na penúltima colocação, com 54% de chances de rebaixamento, segundo as últimas projeções. A pressão interna e externa aumenta diariamente, mas a diretoria, liderada pelo presidente Augusto Melo, ainda não conseguiu encontrar um substituto ideal para o comando da equipe.

Desde a derrota por 2 a 0 para o Palmeiras, a situação se tornou ainda mais crítica. O Palmeiras, utilizando uma equipe com muitos jovens, como Vítor Reis e Naves, ampliou sua série invicta contra o Corinthians para oito partidas. Esse resultado negativo apenas intensificou a urgência por uma mudança no comando técnico.

Dificuldades na Busca por um Novo Técnico

A principal razão pela qual Antônio Oliveira ainda não foi demitido é a dificuldade do presidente Augusto Melo em encontrar um novo técnico disponível e disposto a assumir o desafio. Vários nomes foram sondados, mas todos recusaram a oferta do Corinthians. Entre eles, estão:

  • Martim Anselmi, técnico argentino de 38 anos, que recebe um alto salário no Cruz Azul, descartou qualquer chance de deixar seu atual clube.
  • Carvalhal, técnico português, que já havia sido procurado por outros clubes brasileiros como Atlético Mineiro, Flamengo e Botafogo, também recusou a proposta.
  • Fernando Diniz, atualmente descansando com a família, também não aceitou o convite.

Soluções Emergenciais e Pressão Interna

Diante das negativas dos principais alvos, o nome de Fabio Carille surgiu como uma solução emergencial. Carille, que recentemente venceu a Chapecoense e levou o Santos à segunda colocação da Série B, tem uma multa rescisória alta, dificultando sua saída do Santos.

Internamente, a situação se complicou ainda mais com a realização de uma enquete por um diretor das categorias de base do Corinthians, que questionou os sócios sobre a demissão de Antônio Oliveira. A enquete vazou, gerando ainda mais pressão e desgaste dentro do clube.

Apesar de ser um dos clubes que mais gastou com reforços nesta temporada, desembolsando R$ 130 milhões, e de ter a terceira maior folha salarial do país, R$ 19,5 milhões por mês, o Corinthians não consegue traduzir esses investimentos em resultados dentro de campo. A busca por um novo técnico continua, e a torcida aguarda ansiosa por uma solução que traga de volta as vitórias e a estabilidade ao clube.

Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Ex-técnico do Athletico detona Petraglia: “Insulta os jogadores, xinga demais os jogadores”

O técnico Fabio Carille, atualmente no V-Varen Nagasaki, da segunda divisão do Japão, relembrou uma situação polêmica em sua passagem pelo Athletico, em 2022. O treinador passou pelo Furacão por apenas 21 dias, chegando em abril e saindo em maio. Mas uma situação específica assustou ele, que já era um sinal de que ele não ficaria por muito tempo.

Carille foi demitido no dia 4 de maio, depois da goleada por 5×0 para o The Strongest, na Bolívia, pela Libertadores. Era o sétimo e último jogo, mas antes disso o comandante rubro-negro tinha se desgastado com o presidente Mario Celso Petraglia. Tudo por ter defendido os seus jogadores de xingamentos do dirigente.

“Nós perdemos um jogo para o América-MG em Minas onde os jogadores foram dedicados demais. No dia seguinte nós fizemos uma reunião e o presidente Petraglia participa e insulta os jogadores, xinga demais os jogadores de uma forma pesada. Algo pesado que nunca vivi nos 28 anos de futebol“

afirmou ele, no programa Bola da Vez, da ESPN.

“Defendi os jogadores e a partir dali eu sabia que não iria ficar. Ele quis dizer que os meninos não correram e não foi isso. Poderia falar do padrão tático, da forma de jogar, mas não foi assim que ele fez”, acrescentou.

Passagem de Carille pelo Athletico

A partida à qual Carille se referiu foi a derrota por 1×0 para o América-MG, no dia 30 de abril. O gol do Coelho saiu aos 30 do segundo tempo, mas o Athletico teve um bom controle do jogo, com mais posse de bola e mais finalizações, mas não aproveitou as oportunidades.

No total, o treinador comandou o Furacão em sete confrontos, com três vitórias e quatro derrotas. Na sequência, Felipão foi contratado e levou o Rubro-Negro à final da Libertadores.