Desafio: SAF é foco do Athletico e Trump dificulta ainda mais a situação

O Athletico Paranaense segue em busca de um investidor para implementar o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), mas a jornada está longe de ser fácil. A procura por um parceiro financeiro enfrenta desafios internos e externos, especialmente devido à instabilidade do mercado internacional e às exigências rigorosas do clube.

De acordo com informações apuradas, o BTG Pactual, responsável por buscar investidores para o Furacão, enfrenta dificuldades em atrair grandes investidores. Isso se deve, em grande parte, à instabilidade no cenário global, alimentada pela incerteza econômica e política, incluindo declarações de líderes internacionais como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Instabilidade global impacta investimentos no futebol

O mercado de grandes investimentos está atravessando um momento crítico, e isso reflete diretamente no futebol brasileiro. A BTG Pactual tem destacado que a busca por um investidor para o Athletico Paranaense é afetada por essa instabilidade. Embora existam outros clubes buscando a mesma solução, como Fortaleza e Fluminense, a realidade do mercado tem dificultado a chegada de investidores dispostos a fazer grandes aportes.

A postura cautelosa do Athletico Paranaense

O Athletico Paranaense também adota uma postura extremamente criteriosa quando se trata de selecionar um investidor. O presidente Mário Celso Petraglia tem mostrado cautela ao considerar propostas, com o objetivo de evitar situações como a do Vasco da Gama, que sofreu com a chegada de investidores sem recursos sólidos. Petraglia tem afirmado que qualquer negociação deve ser feita de maneira coesa, coerente e estratégica, para preservar o futuro do clube e evitar riscos desnecessários.

O movimento da SAF ainda está em pauta e é um dos focos do clube internamente, mas a realidade aponta para um processo mais demorado do que muitos imaginavam.

O caminho do Athletico: Desenvolvimento de atletas e vendas estratégicas

Diante da dificuldade em atrair investidores, o Athletico Paranaense precisa reforçar sua estratégia de desenvolvimento de atletas, apostar na revelação de talentos e buscar fazer boas vendas. Jogadores como Esquivel, Zapelli e Mikael são nomes que podem gerar bons lucros para o clube nos próximos anos.

Corinthians Condenado: Valor Milionário em Jogo

Augusto Melo, presidente do Corinthians

Nos últimos meses, o Corinthians tem enfrentado uma série de desafios financeiros e jurídicos que têm impactado o clube dentro e fora de campo. Essas questões incluem desde disputas judiciais envolvendo empresários até a necessidade de lidar com as finanças do clube em meio a um cenário econômico desafiador.

Condenação a Pagar Valor Milionário

Recentemente, o Corinthians foi condenado a pagar uma quantia significativa a um empresário. A decisão judicial, exige que o clube desembolse um valor milionário, embora ainda haja a possibilidade de recurso. Esse caso reflete a complexidade das relações contratuais e negociações no mundo do futebol, onde desacordos podem resultar em litígios prolongados e custosos.

Contexto da Decisão

A disputa judicial envolve comissões devidas pela negociação de jogadores, uma prática comum no futebol. Os empresários frequentemente recebem uma porcentagem dos valores de transferências, e divergências sobre esses pagamentos podem levar a ações legais. No caso do Corinthians, a falta de consenso sobre os valores devidos resultou em uma decisão desfavorável ao clube.

Impacto nas Finanças do Clube

A condenação agrava a situação financeira do Corinthians, que já enfrentava dificuldades devido à queda de receitas e ao aumento das despesas. A necessidade de pagar valores expressivos a empresários e outros credores tem pressionado ainda mais o caixa do clube.

Receitas e Despesas

Nos últimos anos, o Corinthians tem buscado equilibrar suas finanças através de diversas estratégias, incluindo a venda de jogadores, renegociação de dívidas e busca por novos patrocinadores. No entanto, as despesas operacionais, salários de jogadores e comissões continuam a representar um desafio significativo.

Alternativas e Soluções

Para mitigar os impactos financeiros e jurídicos, a diretoria do Corinthians está explorando várias alternativas. Uma delas é a renegociação das dívidas existentes, tentando prazos e condições mais favoráveis. Além disso, o clube está intensificando seus esforços para aumentar as receitas, seja através da venda de ativos, como jogadores, ou da atração de novos patrocinadores.

Possibilidade de SAF

Outra possibilidade considerada é a transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Esse modelo, adotado por outros clubes brasileiros, permite uma gestão mais profissional e a captação de investimentos externos. Embora essa transformação represente um processo complexo e envolva riscos, pode oferecer uma solução a longo prazo para os problemas financeiros do clube.

O Papel da Diretoria

A gestão atual, sob a liderança de Augusto Melo, tem se mostrado proativa na busca por soluções para os desafios enfrentados. A diretoria está comprometida em resolver as pendências jurídicas e estabilizar as finanças do clube, garantindo um futuro mais sustentável para o Corinthians.

Conclusão

As questões financeiras e jurídicas do Corinthians são um reflexo dos desafios enfrentados por muitos clubes de futebol no Brasil e no mundo. A resolução dessas pendências é crucial para o futuro do clube, exigindo uma gestão cuidadosa e estratégica. Com a possibilidade de transformação em SAF e a renegociação de dívidas, o Corinthians busca um caminho para superar essas dificuldades e continuar a trajetória de sucesso dentro e fora de campo.

Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Consultoria avalia Corinthians em R$ 3,8 bilhões: O que isso significa?

O Corinthians, um dos clubes mais tradicionais do futebol brasileiro, foi avaliado em R$ 3,8 bilhões pela consultoria Convocados. De acordo com o estudo, o clube se posicionaria como a 121ª empresa mais valiosa da B3 (Bolsa de Valores do Brasil), comparável a empresas como Minerva e MRV, que pertencem ao mesmo grupo controlador do Atlético-MG.

Proposta de Aquisição e Abertura de Capital

A OTB Sports, liderada por Bruno Paiva e Marcelo Goldfarb, manifestou interesse em adquirir o Corinthians via Sociedade Anônima de Futebol (SAF). A proposta incluiria a resolução das dívidas do clube e uma subsequente abertura de capital na bolsa. A dívida total do clube, incluindo a da Neo Química Arena, supera os R$ 2 bilhões, o que, após abatimento, deixaria o Corinthians com um valor de mercado de R$ 1,5 bilhão.

Metodologia de Avaliação

A Convocados utilizou uma metodologia baseada em modelos europeus para calcular o valor do Corinthians, multiplicando a receita do clube pela sua capacidade competitiva. Em 2023, o Corinthians registrou uma receita superior a R$ 900 milhões, situando-se na primeira prateleira de clubes com alta competitividade financeira, com um múltiplo de 4,14 vezes a receita anual.

Comparação com Outros Clubes

Essa avaliação coloca o Corinthians em uma posição privilegiada, com um valor de mercado superior ao de grandes grupos empresariais como Guararapes e Cogna. Mesmo após o abatimento das dívidas, o valor do clube permanece considerável, especialmente se comparado a outros clubes brasileiros que adotaram o modelo SAF, como o Botafogo, que apresenta um valor negativo de R$ 800 milhões devido às suas dívidas.

Perspectivas Futuras

Embora a presidência do Corinthians afirme que não há planos de vender o clube ou transformá-lo em uma SAF, o interesse de grandes investidores e a valorização expressiva destacam o potencial financeiro do clube. A abertura de capital poderia trazer novas oportunidades de crescimento e investimentos, reforçando a competitividade do Corinthians no cenário do futebol brasileiro.

Grupo confirma interesse em comprar SAF do Corinthians e negociar dívidas

A OTB Sports confirmou oficialmente seu interesse em intermediar a negociação para a aquisição da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Corinthians. O grupo de investidores liderado por Marcelo Goldfarb, filho do fundador das Lojas Marisa, Bernardo Goldfarb, está à frente da proposta. A intenção é não apenas adquirir o clube, mas também abrir o capital para que torcedores possam se tornar acionistas, além de quitar as dívidas do clube, estimadas em R$ 1,5 bilhão, incluindo a Neo Química Arena.

Em uma declaração no perfil oficial do Instagram, a OTB Sports divulgou que está oficialmente mandatada para negociar a compra do Corinthians. A proposta inclui a resolução integral das dívidas e um compromisso futuro de abertura de capital, permitindo que os torcedores se tornem acionistas do clube.

Apesar do interesse manifestado, a negociação ainda enfrenta desafios. Segundo apuração do jornalista Juca Kfouri, o Corinthians foi abordado pela agência, mas ainda não ouviu o projeto detalhadamente. Além disso, o clube não possui a legislação necessária para transformar-se em SAF.

Os investidores destacaram que qualquer negociação deve ser feita diretamente com a diretoria do Corinthians. A OTB Sports descartou qualquer negociação com indivíduos sem vínculo estatutário com o clube, a menos que o presidente Augusto Melo designe publicamente um intermediário para tal função. A empresa foi direcionada para tratar o assunto com Igor Zveibrucker, empresário e braço direito de Augusto Melo, embora ele não possua um cargo oficial no clube.

“A OTB esclarece ainda que não conversará com nenhum personagem sem vínculo estatutário com o Sport Club Corinthians Paulista, a menos que este esteja formalmente mandatado pelo atual presidente. Esclarecimento este que normalmente não se faz necessário, mas que neste contexto específico de caos e desordem, se faz obrigatório,” completou a OTB Sports.

A proposta de compra da SAF do Corinthians e a resolução das dívidas trazem uma oportunidade significativa para o clube, que enfrenta uma crise financeira severa. A expectativa é que o projeto seja detalhado e discutido amplamente, envolvendo todos os setores do clube e da torcida.

Athletico negocia venda de SAF para dono do Minnesota Vikings, da NFL

O Athletico pode vender a SAF para o bilionário Zigy Wilf, dono da franquia de futebol americano Minnesota Vikings e acionista majoritário do Orlando City, como pôde apurar o RIC Esporte Clube. O Orlando City disputa a MLS (Major League Soccer).

Mário Celso Petraglia, homem forte da gestão rubro-negra, tem viagem marcada para Orlando, nos EUA, para a negociação. Em entrevista recente, Petraglia revelou que alguns estudos avaliavam a SAF do clube em R$ 2,5 bilhões, por fatia que vai de 49% a 51%.

O Athletico acertou, recentemente, a chegada do CEO geral Alexandre Leitão, que foi CEO do Orlando City até 2021, data da compra da família Wilf. Zigy Wilf, hoje, divide as funções de gestão do clube com seu irmão Mark e com Lenny Wilf, seu primo.

Por que Petraglia mudou os planos da SAF do Athletico?

Petraglia no Athletico 2023

O final da semana passada foi movimentado no Athletico. Até então afastado oficialmente da presidência, Mário Celso Petraglia voltou com tudo, dando uma longa entrevista e reassumindo seu posto. E entre as declarações dele, tanto ao jornalista Rodrigo Capelo, da Globo, quanto na carta de retorno ao Furacão, a mais impactante foi a de que é possível vender sim a maior parte ou mesmo a totalidade da SAF do Rubro-Negro a investidores.

Mas por que Mário Celso Petraglia mudou de ideia? Até a última quinta-feira (5), o projeto de SAF do Athletico era único no Brasil – e também bem diferente do que se sabe do clube-empresa pelo mundo. O presidente buscava um parceiro que topasse ser o sócio minoritário, com até 49% do controle do “Furacão S/A”. Isto para manter não só o comando, mas também seguir implementando a mesma política do futebol.

Petraglia já dizia antes – e ampliou essa reflexão na semana passada – que o Athletico estava chegando ao seu limite. Para Rodrigo Capelo, ele resumiu dizendo que o clube “bateu no teto”. Quer dizer, o Furacão não consegue subir mais degraus no futebol brasileiro e sul-americano com o orçamento que tem. Os “quatro ventos” (rebeldia, ambição, inovação e entusiasmo) fizeram o Rubro-Negro dar o grande salto que deu nos últimos 27 anos. Mas agora é preciso de mais dinheiro.

A SAF turbinada do Athletico

Daí a necessidade de ter um parceiro endinheirado – como Petraglia sempre disse, para figurar definitivamente entre os cinco maiores clubes da América do Sul. E para auxiliar nesta busca, o Athletico contou com a consultoria do Bank of America e da Ernst & Young. Semana passada, antes da entrevista do presidente, o executivo da EY no Brasil, Pedro Daniel, fez grandes elogios ao Furacão“É o maior case do futebol brasileiro”, disse em entrevista à CNN.

Mas, na mesma entrevista, o executivo falou que o projeto do Athletico “é tão bom que talvez seja difícil encontrar um parceiro adequado”. Não era uma simples sensação. A EY acompanhou os passos do Furacão nos últimos meses, inclusive com a viagem para os Estados Unidos. Lá, o CEO do futebol Alexandre Mattos e o diretor financeiro Márcio Lara participaram de um ‘roadshow’ – uma série de apresentações ao mercado da SAF rubro-negra.

Cresceu o olho

As conversas nos Estados Unidos, as impressões de Lara e Mattos e a avaliação da EY chegaram a Petraglia. Sabendo que o humor dos investidores aponta para o caminho de serem majoritários nos clubes, o presidente do Athletico pressentiu que era o momento de ajustar o discurso. No final das contas, a entrevista e o retorno ao cargo vieram juntas, dando eco ao novo posicionamento rubro-negro.

Se alguém perguntar a Mário Celso Petraglia, a visão dele – que é a visão do Athletico – para o “mundo ideal” da SAF segue sendo a de receber um investidor minoritário. Mas o clube não vai brigar com o mercado, que está bastante aquecido, e interessado em um ativo como o Furacão. Por isso, a previsão de que o Rubro-Negro terá um parceiro até o dia 26 de março de 2024, dia do centenário, segue real. Mas talvez não no modelo que era imaginado.