POLÊMICA: A saída polêmica de Willian do Corinthians: ameaças e insegurança

O meio-campista Willian, atualmente no Fulham, revelou detalhes sobre sua conturbada passagem pelo Corinthians em uma entrevista recente à ESPN. O jogador, que retornou ao Timão em agosto de 2021, esperava reviver os dias de glória no clube que o revelou, mas acabou enfrentando uma série de problemas que culminaram em sua saída precoce e polêmica.

O Retorno e as Expectativas

Quando Willian voltou ao Corinthians, havia uma enorme expectativa de que ele se tornasse uma peça-chave para a equipe. Sua experiência na Premier League com Chelsea e Arsenal o tornava um jogador de calibre internacional, e muitos torcedores acreditavam que ele traria de volta os dias de glória ao Timão. “Cheguei motivado e feliz, mas tive quatro lesões em um ano só, algo que não era comum na minha carreira. Mas comecei bem, pessoas diziam que eu era um cara de Premier League jogando no Brasil”, afirmou Willian.

Problemas Extracampo

No entanto, a realidade foi bem diferente. O jogador começou a enfrentar uma série de problemas fora dos gramados que afetaram significativamente seu desempenho e bem-estar. “A partir do momento que o extracampo começou a atrapalhar… o time perdia, os resultados não encaixavam, e comecei a me sentir incomodado. Ameaças, aí eu comecei a sentir minhas filhas oprimidas, as pessoas me xingando elas e eu nas redes sociais… precisei ir duas vezes à polícia para fazer boletim de ocorrência”, revelou o ex-Seleção.

As ameaças e o ambiente hostil nas redes sociais foram determinantes para que Willian tomasse a difícil decisão de deixar o Corinthians. Ele relatou que tanto ele quanto sua família não se sentiam seguros, o que acabou afetando sua saúde mental e seu desempenho em campo. “A partir desse momento, eu pensei: ‘não preciso passar por isso. Respeito o clube, respeito o Corinthians, mas não preciso passar por isso aqui no Brasil. Quero ir embora'”, disse ele.

A Conversa com a Diretoria

A situação se agravou a ponto de Willian precisar conversar diretamente com o então presidente do Corinthians, Duilio Monteiro Alves, para negociar sua saída. “Conversei com o presidente e expliquei o que estava acontecendo, que não estava legal, que eu e a família não estávamos nos sentindo bem. O dinheiro não compra sua paz, e eu não sentia paz. Me sentia um prisioneiro dentro da minha própria casa. No Brasil, sua vida pessoal é refém do resultado profissional, e isso não pode acontecer”, desabafou Willian.

Essa conversa foi crucial para que ambos os lados chegassem a um consenso. Apesar do respeito mútuo entre o jogador e o clube, a situação era insustentável, e a melhor solução para todos era a rescisão do contrato.

O Retorno à Europa

Após a saída do Corinthians, Willian optou por retornar ao futebol europeu, onde já tinha uma carreira consolidada. Ele assinou com o Fulham, clube da Premier League, e desde então tem mostrado um bom desempenho. Em 67 jogos pelo clube inglês, ele marcou dez gols e fez sete assistências. “No Fulham, encontrei a paz e a estabilidade que precisava para focar no meu futebol. A experiência na Premier League me deu a confiança que eu precisava para seguir em frente”, comentou Willian.

Reflexões e Lições

A passagem conturbada de Willian pelo Corinthians levanta várias questões sobre a relação entre jogadores, clubes e torcedores no futebol brasileiro. As pressões e expectativas podem muitas vezes extrapolar o limite do razoável, afetando não só o desempenho profissional dos atletas, mas também sua vida pessoal e familiar.

A história de Willian serve como um alerta para a necessidade de um ambiente mais seguro e saudável para os jogadores no Brasil. O futebol é uma paixão nacional, mas essa paixão não pode se transformar em um fardo insuportável para aqueles que estão em campo.

Conclusão

A trajetória de Willian no Corinthians é um exemplo claro de como fatores extracampo podem influenciar a carreira de um jogador. Apesar de seu retorno ter sido cercado de expectativas, a realidade foi marcada por desafios que levaram à sua saída precoce. Agora, no Fulham, ele reencontrou a paz e a estabilidade que tanto procurava, deixando uma importante lição para o futebol brasileiro.

Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Luís Fabiano detona Gabigol por vestir a camisa do Corinthians

Gabigol Envolvido em Polêmica

Gabigol, atacante do Flamengo, se viu no centro de uma grande controvérsia após ser flagrado vestindo uma camisa do Corinthians. Essa atitude resultou em severas punições por parte do clube carioca. Além de perder a faixa de capitão e o direito de usar a camisa 10, Gabigol também poderá ser obrigado a pagar uma multa correspondente a 10% do seu salário.

Na última segunda-feira (20), o ex-jogador do São Paulo, Luis Fabiano, comentou o caso durante o programa “Resenha da Rodada” da ESPN, criticando duramente o comportamento de Gabigol e prevendo que o incidente deixará marcas duradouras em sua carreira.

Luis Fabiano Opina Sobre a Polêmica

“Eu nunca teria coragem de vestir a camisa de um rival, mesmo se estivesse com meus amigos. Eu deixo as minhas de troca penduradinhas. Eu pegava e levava para lavar”, disse Luis Fabiano.

“Às vezes, o jogador pensa que está acima do bem e do mal. Eu ainda acho que a foto poderia ter sido evitada. Ainda mais em casa, com o copo de cerveja ali. É um erro que vai deixar marcas para ele e vai manchar tudo o que ele fez”, acrescentou.

Quando questionado se Gabigol poderia se recuperar, Luis Fabiano foi otimista: “Eu acredito que o Gabigol consegue sim jogar em outro time. Ele saiu do Santos já em crescimento e foi para o Flamengo para arrebentar. Ele é ótimo jogador. Se estiver com a cabeça no lugar, com certeza joga em outro time.”

Pedro Toma Decisão em Meio à Polêmica

Em meio à polêmica envolvendo Gabigol, Pedro, outro atacante do Flamengo, decidiu focar intensamente em seus treinos para melhorar seu desempenho em campo. Isso pode indicar uma tentativa de Pedro de aproveitar a situação para se destacar ainda mais na equipe.

Luis Fabiano Fala Sobre o Futuro de Gabigol

Luis Fabiano concluiu: “Ele é um artista fora de campo. Faz algumas besteiras fora de campo, e dentro de campo começa a dar errado. Entra em má fase, vai para o banco, tem concorrência do Pedro, que, no banco, também fazia gol e era artilheiro. Começa a perder espaço, o foco, engorda. Perde totalmente o foco. Quando ele chega no fundo do poço, a tendência é só subir. O Gabigol jogaria facilmente no São Paulo, Palmeiras ou Santos.”

Ex-técnico do Athletico detona Petraglia: “Insulta os jogadores, xinga demais os jogadores”

O técnico Fabio Carille, atualmente no V-Varen Nagasaki, da segunda divisão do Japão, relembrou uma situação polêmica em sua passagem pelo Athletico, em 2022. O treinador passou pelo Furacão por apenas 21 dias, chegando em abril e saindo em maio. Mas uma situação específica assustou ele, que já era um sinal de que ele não ficaria por muito tempo.

Carille foi demitido no dia 4 de maio, depois da goleada por 5×0 para o The Strongest, na Bolívia, pela Libertadores. Era o sétimo e último jogo, mas antes disso o comandante rubro-negro tinha se desgastado com o presidente Mario Celso Petraglia. Tudo por ter defendido os seus jogadores de xingamentos do dirigente.

“Nós perdemos um jogo para o América-MG em Minas onde os jogadores foram dedicados demais. No dia seguinte nós fizemos uma reunião e o presidente Petraglia participa e insulta os jogadores, xinga demais os jogadores de uma forma pesada. Algo pesado que nunca vivi nos 28 anos de futebol“

afirmou ele, no programa Bola da Vez, da ESPN.

“Defendi os jogadores e a partir dali eu sabia que não iria ficar. Ele quis dizer que os meninos não correram e não foi isso. Poderia falar do padrão tático, da forma de jogar, mas não foi assim que ele fez”, acrescentou.

Passagem de Carille pelo Athletico

A partida à qual Carille se referiu foi a derrota por 1×0 para o América-MG, no dia 30 de abril. O gol do Coelho saiu aos 30 do segundo tempo, mas o Athletico teve um bom controle do jogo, com mais posse de bola e mais finalizações, mas não aproveitou as oportunidades.

No total, o treinador comandou o Furacão em sete confrontos, com três vitórias e quatro derrotas. Na sequência, Felipão foi contratado e levou o Rubro-Negro à final da Libertadores.