Executivo da Libra diz que Athletico e Fluminense participaram da elaboração do estatuto

Hoje na linha de frente da Forte Futebol, Athletico-PR e Fluminense tiveram representantes na elaboração do estatuto da Libra. Isso aconteceu em junho de 2021, quando um grupo de estudo com todos os clubes das Séries A e B foi feito para propor e analisar ideias. Essa equipe contou com representantes jurídicos do Furacão e também do Flu, que estavam em consenso com o projeto da Libra.

A divergência aconteceu, no entanto, um ano depois, em julho de 2022, quando houve divergências entre alguns presidentes, entre eles Mário Celso Petraglia, do CAP, e Mário Bittencourt, do Tricolor carioca. Os bastidores foram revelados por André Sica, um dos executivos da Libra, em palestra nesta quinta-feira no Sports Summit, em São Paulo.

– A formação do estatuto teve a participação de advogados do Fluminense e do Athletico-PR. No momento da reunião de apresentação desses trabalhos, houve divergência entre os presidentes. Profissionais sempre convergiram. Foi assim que surgiu, ato contínuo, a Libra – disse André Sica.

LIBRA x FORTE FUTEBOL

O principal ponto de divergência entre Libra e Forte Futebol está no repasse financeiro dos direitos de transmissão. A proposta da Libra é que a divisão seja: 40% repassado igualmente entre os clubes, 30% por performance e 30% por engajamento. Já a LFF propõe: 45% igualitário, 30% por performance e 25% por apelo comercial.

Sica alertou para a importância de fomentar a competitividade sem esquecer da meritocracia. As avaliações referentes aos modelos de distribuições de receita da Premier League também foram citadas.

– Não existe modelo ideal, existe o modelo que se encaixa naquele momento. Premier League é de um jeito, La Liga hoje, Bundesliga hoje e o Brasil terá o seu jeito – destacou o advogado.

RACHA NA LIBRA

Recentemente, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, manifestou publicamente a sua insatisfação a respeito da cláusula de unanimidade a respeito das decisões da Libra e expôs que o Flamengo estava travando esse andamento.

Sica, então, destacou a transparência e das ações democráticas nas assembleias do movimento e garantiu que passos maiores estão próximos a serem dados.

– Nossa tese inicial é que criaríamos um organismo vivo, que nesse organismo teria abertura para discutir, tivemos quase 10 assembleias, houve discussões, brigas, mas também abrações que não vazaram. Das discussões, da maior à menor são levados a discussões. Todos os atos societários da Liga são levados em cartório. Já se evoluiu em governança. Existem alterações para serem feitas no pré e pós-lançamento. Distorções precisam ser corrigidas. É um ambiente que se tornou bastante democrático, respeitoso, mas também parlamentarista, porque o pessoal é bem eloquente nas suas manifestações. Eu já tive mais cético a respeito desse assunto e hoje eu tenho a certeza de que vai acontecer. A cada passo que damos temos a certeza que estamos próximo de algo muito importante.

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