Técnicos do Atletiba, Osorio e Guto Ferreira se cruzaram apenas uma vez

Treinadores e adversários à beira do gramado, Juan Carlos Osorio e Guto Ferreira vão se reencontrar após oito anos no Atletiba deste domingo (18), no Couto Pereira. Os comandantes se enfrentaram apenas uma vez em suas carreiras, quando treinavam outros clubes do futebol brasileiro. Agora, sob os comandos de Athletico e Coritiba, eles se cruzam no maior clássico paranaense.

A única vez que eles estiveram frente a frente aconteceu em 2015. Na ocasião, o São Paulo, comandado por Osorio, recebeu a Chapecoense, de Guto Ferreira, no Morumbi. A partida, válida pela 26ª rodada daquele Brasileirão, terminou empatada em 0x0. Pouco tempo depois, o treinador colombiano deixaria o futebol brasileiro, a caminho do México. O retorno do técnico ao Brasil aconteceu justamente em 2024, ao acertar com o Athletico.

Caminhos distintos até o Atletiba

Desde então, os caminhos dos treinadores até chegarem neste Atletiba foram totalmente distintos. Osorio ficou quatro anos no comando da seleção mexicana, pela qual disputou a Copa do Mundo de 2018, e depois passou pelo futebol colombiano e egípcio, onde estava antes de assumir o Athletico. Ele aceitou o desafio de treinar o Furacão no ano do centenário do clube e tenta implementar o seu estilo de trabalho neste início de temporada.

Guto Ferreira, por outro lado, rodou pelo Brasil e passou por clubes como Internacional, Bahia, Sport e Ceará, até chegar no Coritiba em 2022. O treinador ficou no Alto da Glória até o final daquela temporada, quando acabou sendo demitido para a chegada de António Oliveira. Porém, em dezembro do ano passado, ele acertou o seu retorno ao Alviverde e comandou a equipe na reta final do Brasileirão, já estando rebaixado à Série B e com foco no planejamento para 2024.

Números positivos

Até aqui, o desempenho de ambos neste Campeonato Paranaense, em termos de números, é semelhante: seis vitórias em nove partidas e uma disputa acirrada pela ponta da tabela. Por isso, o Atletiba deste domingo, além de marcar o reencontro dos dois treinadores, vale a liderança da competição.

O Atletiba terá cobertura total da Banda B. A narração será de Marcelo Ortiz, comentários de Cristian Toledo e reportagens de Gabriel Ortiz, Ricardo Brejinski e Vinicius Bittencourt. 

Atletiba: como chegam os rivais Coritiba e Athletico para o clássico?

Quase 150 dias depois da virada eletrizante do Athletico sobre o Coritiba no primeiro turno do Brasileirão, os rivais se enfrentam novamente neste domingo (1º), às 16h, no Couto Pereira.

De lá pra cá, o cenário da dupla Atletiba mudou drasticamente na temporada, mas enquanto o Furacão segue brigando pelas primeiras colocações da Série A, o Coxa está afundado na lanterna, com mínima perspectiva de melhora.

Depois da vitória nos acréscimos na Ligga Arena, com gol de Canobbio aos 52 minutos, o time atleticano assumiu a quinta colocação do Campeonato Brasileiro, com 12 pontos – atualmente é o sexto colocado, com 40.

Dias antes do clássico, o Rubro-Negro havia acabado de assumir a liderança do grupo G da Libertadores, depois de vencer o Libertad fora de casa. Naquele mês, ainda eliminaria o Botafogo da Copa do Brasil e avançaria às quartas de final.

As duas competições, contudo, hoje fazem parte do passado atleticano após as eliminações para Bolívar e Flamengo.

O Coxa, por outro lado, só agravou sua situação desde o clássico. O revés no Atletiba representou o 12º jogo sem triunfo na temporada, sequência se estendeu por mais seis partidas, decretando maior jejum do clube em 113 anos de história.

Naquele 14 de maio, o Alviverde era o vice-lanterna do campeonato, com apenas dois pontos – atualmente soma 14.

Dupla Atletiba mudou o comando técnico

Os técnicos também mudaram. No primeiro turno, o Rubro-Negro era comandado por Paulo Turra e tinha Luiz Felipe Scolari como diretor de futebol. Do lado coxa-branca, Antônio Carlos Zago era o treinador da equipe.

Em junho, Zago foi demitido depois de uma goleada para o Grêmio, enquanto Scolari assumiu o Atlético-MG, derrubando Paulo Turra por tabela. Como interinos, Thiago Kosloski assumiu o Alviverde e Wesley Carvalho o Furacão.

O primeiro foi efetivado, em julho, quando conseguiu emendar quatro partidas sem derrota. O segundo, por outro lado, ainda segue como o status de interino.

Partida no primeiro turno foi eletrizante

Com a presença das duas torcidas, o clássico foi palco de uma virada histórica. O Coxa vencia por 2 a 1 até os 45 minutos do segundo tempo, com gols de Marcelino Moreno e Robson – o atacante Pablo anotou para os donos da casa.

Mas o Furacão não desistiu e buscou o empate com Willian Bigode. No último minuto, Canobbio virou ao receber passe de Erick e manteve a escrita de 23 anos sem perder um Atletiba pelo Brasileirão na Arena.

Como chegam?

O Coritiba chega à competição em uma sequência difícil. O time perdeu as últimas sete partidas e está mergulhado na última posição, com 14 pontos. Também tem a pior defesa do campeonato, com 51 gols sofridos. Antes do reencontro, o Alviverde ainda joga contra o São Paulo, na quarta-feira (27), em partida atrasada da 22ª rodada.

Apesar da eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil, quebrando a expectativa da torcida, o Furacão chega ao clássico sem perder há 10 partidas, com cinco vitórias e cinco empates no período, brigando pelo G4 e, consequentemente, uma vaga na Libertadores de 2024.

Athletico é punido com um total de R$ 42 mil de multa e perda de mando de campo

O TJD-PR (Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná) decidiu retirar seis mandos de campo do Athletico, além de aumentar as penas de jogadores e dirigentes de ambos os clubes, em decorrência dos conflitos no clássico contra o Coritiba. A decisão foi tomada devido à invasão de campo por torcedores e à agressão ao goleiro Marcão, do Coxa. O Athletico foi multado em R$ 50 mil e teve cinco mandos de campo retirados por esses motivos, além de mais um por desordem.

O julgamento ocorreu no Pleno do TJD-PR e a punição só valerá para o Campeonato Paranaense de 2024. No entanto, o advogado do Athletico, Paulo Golambiuk, solicitou que a pena fosse suspensa até o julgamento do recurso no caso entre Operário e Maringá, pedido este que foi aceito.

Entre os jogadores do Athletico, Pedrinho, Pedro Henrique e Christian foram punidos com oito partidas cada. Thiago Heleno teve sua pena aumentada para seis jogos e David Terans para três. No Coritiba, Alef Manga recebeu a mesma pena de oito jogos de suspensão, enquanto Fabrício Daniel permaneceu com seis jogos de punição.

Os dirigentes dos dois clubes, bem como Marcio Silva e Victor Luís, que inicialmente foram absolvidos, também foram punidos. O departamento jurídico do Athletico já anunciou que entrará com pedido de efeito suspensivo no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para que Thiago Heleno, Pedro Henrique, Pedrinho, Christian e David Terans possam jogar contra o Maringá.

As penas para os jogadores do Coritiba e o técnico António Oliveira só valerão para o Campeonato Paranaense de 2024. O Coxa foi eliminado nas quartas de final do estadual deste ano para o FC Cascavel. Tanto os clubes quanto a Procuradoria têm a opção de recorrer de todas as decisões no STJD.