Atlético-MG domina Alianza para vitória crucial com placar “enganoso”

Na descida das tribunas para o campo, após o apito final de Atlético-MG 2×0 Alianza Lima, o presidente Sérgio Coelho disse: “Esse jogo será um divisor de águas”. Não seria exagero dizer que a atuação do Galo no Independência, na noite de quarta, pela Libertadores, foi a mais chamativa do ano. Assista aos gols no fim da matéria.

Eduardo Coudet também ficou nas tribunas, pois estava suspenso. Nem descer para os vestiários conseguiu. De longe, comemorou os dois gols de Igor Gomes no segundo tempo, para fazer justiça ao que acontecia nas quatro linhas, ainda que o placar tenha sido magro em relação ao volume de jogo.

Claro, neste aspecto, há as próprias falhas ofensivas do Atlético na conclusão de jogadas. Mas quando o time cria oportunidades, uma atrás da outra, e termina o jogo com 31 finalizações, é seguro dizer que o trabalho da comissão técnica foi bem desempenhado.

E era um Galo desfalcado de 10 jogadores. Maurício Lemos, Patrick e Saravia, dúvidas de véspera, foram cortados. Só o lateral está lesionado. Chacho/Ariel Broggi (seu auxiliar) escalaram um time com três zagueiros, que variava entre o tradicional 4-1-3-2, e uma linha de três (Fuchs de zagueiro/lateral direito), liberando Rubens e Pavón pelas pontas. Battaglia foi o cabeça de área, com Igor escapando pela esquerda, e Zaracho na direita. Em determinada fase ofensiva, Pavón virava um ponta, e Vargas cai mais à esquerda de Hulk.

Os dois, inclusive, estiveram entre os melhores em campo, numa noite de falhas da dupla de ataque formada por Hulk e Vargas. O artilheiro do Galo passou em branco pela primeira vez no Independência, ao perder pênalti aos 52 minutos do primeiro tempo. Na etapa inicial, a foto abaixo ilustra bem a torcida, com Eduardo Vargas errando duas chances claras de gol, a bola batendo em Jemerson quase em cima da linha, e subindo por cima da trave.

No segundo tempo, o Alianza Lima até tentou se arriscar mais e dar um trabalho inexistente a Everson até então. O Atlético seguiu perdendo um caminhão de gols – não era a noite de Hulk na parte individual. Mas, então, apareceu Igor Gomes, uma surpresa na escalação que teve Hyoran e Edenilson no banco.

O meia fez os dois primeiros gols com a camisa do Atlético, e em lances que não eram tão óbvios de balançar as redes. O placar foi inaugurado após Igor dominar uma bola alçada da direita para esquerda, dar dois toques para armar o chute, e bater de direita, rasteiro. No segundo gol, rebote após jogada de Zaracho, com chute seco de canhota. Foi o nome do jogo.

O Atlético finalizou quase 160 vezes nos últimos sete jogos. Dá uma média de 22 chutes contra o adversário. Nesse recorte de partidas, foram nove gols. O time cria, tem volume, colocou o Alianza Lima contra a parede. Por outro lado, precisa melhorar a eficiência nas conclusões da jogada. Algo que passa, também, pela confiança e segurança individual. E nada melhor do que vencer para injetar essa parte anímica.

Agora, o Galo soma os três primeiros pontos no grupo G, dormiu como terceiro colocado ao ultrapassar o Libertad, e vê hoje, pela TV, o duelo entre paraguaios e o Athletico-PR, às 21h, em Assunção. O Furacão tem quatro pontos, e poder ser o novo líder da chave.

Assista aos Gols

De saída do Atlético-MG, Coudet pode ser o técnico do Flamengo após demissão de Vitor Pereira

Eduardo Coudet no Atlético-MG

Vítor Pereira está na reta final da passagem pelo Flamengo. O treinador está prestes a ser demitido do Rubro-Negro, e um dos nomes cotados para o lugar do português é o do argentino Eduardo Coudet, do Atlético-MG. Isso porque, o técnico também está perto de se despedir do time mineiro.

Eduardo Coudet deu entrevista polêmica no meio de semana e pediu aos dirigentes que a multa rescisória fosse “anulada” do contrato, em caso de saída – independentemente de quem acionasse a cláusula de distrato. O treinador foi atendido, e, com isso, os dirigentes do Atlético-MG estudam mandá-lo embora mesmo após o título do Campeonato Mineiro, conquistado neste domingo (10).

Há insatisfação com a forma pública com que Coudet tratou assuntos considerados internos, por exemplo, como a falta de reforços e as vendas de atletas. Dessa forma, o Flamengo analisa a movimentação, pois já tentou a contratação do argentino em duas oportunidades: quando ele estava acertado com o Celta de Vigo (ESP), em 2020, e no final de 2022, mas o comandante já tinha assinado com o Atlético.

Coudet e Sampaoli são os dois nomes mais fortes nos bastidores do Flamengo, além de Tite, e o clube carioca estuda a melhor opção. A diretoria rubro-negra, entretanto, já decidiu que Vítor Pereira não continuará no cargo, faltando apenas alinhar como será paga a multa rescisória. Depois disso, deve ser feita a oficialização do “adeus” ao lusitano.

Coudet não vai à festa do título do Atlético-MG e faz aumentar rumores sobre saída

Eduardo Coudet no Atlético-MG

O técnico Eduardo Coudet não compareceu à festa de confraternização do Atlético pelo título do Campeonato Mineiro, conquistado neste domingo (9), no Mineirão, com a vitória por 2 a 0 sobre o América.

Depois de erguerem a taça no Gigante da Pampulha, jogadores, integrantes da comissão técnica de Coudet, funcionários do clube e dirigentes se reuniram em uma churrascaria de Belo Horizonte para celebrar o feito com suas famílias. O técnico foi a grande ausência no encontro e o futuro dele deve ser definido hoje (10).

O não comparecimento à festa sugere que o adeus do argentino ao Galo está próximo. Como informou a coluna de João Vitor Xavier, a diretoria do Atlético trabalhará por uma saída pacífica do treinador, que causou mal-estar com sua polêmica entrevista na quinta-feira (6) após a derrota por 1 a 0 para o Libertad-PAR pela Copa Libertadores.

Na ocasião, o treinador fez críticas públicas à direção e aos investidores do clube e chegou a ser indelicado com alguns atletas. A missão de convencer o treinador a romper o contrato de forma amigável, sem o pagamento de multa, caberá ao diretor de futebol Rodrigo Caetano.

O comportamento de Eduardo Coudet na quinta-feira quebrou a relação de confiança do técnico com o presidente Sérgio Coelho e com os investidores do Atlético.