Jogada típica de Cuello é proibida e jogador deve manter-se como ala

O atacante Cuello passou a jogar de ala no Athletico há três partidas e recebeu elogios pela dedicação na nova função. Após a vitória contra o Grêmio, contudo, o técnico Wesley Carvalho revelou que proibiu o jogador de fazer uma jogada típica dele: driblar para dentro e chutar.

Com a lesão do lateral-direito Madson, o treinador interino do Furacão resolver a testar o atleta argentino e o uruguaio Canobbio nos lados do campo. Ambos são atacantes na região e ainda se adaptam na posição.

Diante do Tricolor gaúcho, quando fez um bom jogo, Cuello começou pela esquerda e mudou para o direito durante a partida. Carvalho explicou que a decisão foi feita para explorar o ponto forte do Athletico, que é usar os corredores, seja para o passe ou cruzamento.

Ele tava com a mania de jogar pelo esquerdo, toda bola puxar para dentro e chutar para o gol. Está proibido de fazer isso agora. Vai jogar pelo lado direito e fazer assistência.

Wesley Carvalho, em entrevista coletiva.

Nosso lado oposto tinha que estar o tempo inteiro vivo, com a bola começando pelo lado esquerdo e terminando do lado dele (direito). Várias bolas entraram, ele domina para dentro e não fazia a bola na área. No intervalo, mostrei um lance para ele, estava com a bola, tínhamos quatro jogadores contra dois zagueiros do Grêmio, e ele trouxe para trás e recuou. Falei: ‘Faça a bola na área, meu filho, vá ser feliz’ – completou.

De acordo com o Sofascore, o jogador acertou três dos 10 cruzamentos que tentou em Porto Alegre – um deles para Zapelli acertar a trave, de cabeça. Contra o Bragantino, na rodada anterior, o acerto foi de um em três oportunidades. Por fim, diante do Coritiba, ele errou as quatro tentativas.

Por outro lado, nesses confrontos, Cuello finalizou quatro vezes: três chutes para fora e um no gol. Ele não balançou as redes e nem deu assistência como ala.

Vale lembrar que, além de Cuello e Canobbio, o técnico rubro-negro também já usou o meio-campista Christian como ala.

Na temporada, o atacante argentino tem dois gols e quatro passes decisivos em 45 jogos – 22 deles vindo do banco de reservas. Em 2022, Cuello marcou três gols e deu cinco assistências em 47 partidas – 17 dessas como suplente.

Vindo do Bragantino, quando fez sete gols e três assistências em 57 jogos em 2021, o atleta custou R$ 12,8 milhões ao Athletico. Cuello, 23 anos, tem contrato até 28 de fevereiro de 2026.

É um garoto espetacular, altamente profissional e dedicado. Sofre com as críticas, com a pressão de jogar bem. Ele tem a perna rápida, agressividade e intensidade. Comete alguns erros, mas está se dedicando muito.

Wesley Carvalho

Athletico volta a campo contra o líder Botafogo no sábado, às 21h, no Nilton Santos, pela 28ª rodada.

R$ 28 milhões no banco de reservas: Paulo Turra explica motivo de não usar dupla no Athletico

Paulo Turra como técnico do Athletico em entrevista coletiva - Foto athletico.com.br

Na última terça (25), o Athletico conquistou sua vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil de forma dramática, pois só passou do CRB nos pênaltis, na Arena da Baixada. Em meio a esse cenário, a torcida Rubro-Negra voltou suas críticas ao trabalho de Paulo Turra. Além disso, outro assunto veio à tona nos últimos dias, já que uma dupla de R$ 28 milhões ‘sumiu’ no Furacão. O técnico, por sua vez, explicou o motivo desse e revelou bastidores.

Isso porque tanto Canobbio, quanto Cuello começaram a ser preteridos no Athletico em 2023. Os dois chegaram a ser titulares sob o comando de Turra, mas acabaram figurando no banco de reservas recentemente e ficaram até mesmo fora da lista de relacionados. Importante ressaltar que o uruguaio e o argentino estão no top-4 contratações mais caras da história do Furacão, porém, o futebol apresentado até aqui não tem correspondido à altura.

Canobbio não jogou as últimas três partidas do Athletico na temporada (CRB, Fluminense e Atlético-MG, sendo que a última vez que entrou em campo foi no último dia 12. Já Cuello chegou a ser titular contra o Flu, quando o técnico escalou um time misto no Brasileirão, porém, sequer foi relacionado para a decisão da Copa do Brasil. Perguntado sobre isso, Paulo Turra abriu o jogo sobre a situação dos dois atletas do Furacão.

Turra justificou a ausência de Canobbio e Cuello à forte concorrência no ataque do Athletico, que tem David Terans, Rômulo, Thiago Andrade e Willian Bigode como opções, além de Reinaldo, Julimar e Arriagada, que correm por fora na disputa: “Converso diariamente com eles, que estão trabalhando e em um momento de refinamento técnico individual. No momento certo, que acharmos eles prontos, retornarão”, disse o treinador do Furacão em coletiva.

Athletico vence Maringá pelo jogo de ida da semifinal do Paranaense

Erick, Vitor Roque e Cuello no Athletico em 2023

O Athletico venceu o Maringá por 2 a 0, no Willie Davids, em partida válida pelo primeiro jogo de ida do mata-mata, na noite deste sábado (18). O Furacão abriu o placar com um gol de Erick, aos 26 minutos do segundo tempo, e ampliou a vantagem nos acréscimos com um gol de Alex Santana.

O jogo foi bastante disputado desde o início, com o Athletico dominando as ações e criando diversas oportunidades de gol, mas falhando nas finalizações. O Maringá conseguiu equilibrar a partida e tentou surpreender o Furacão com jogadas pela esquerda, mas não conseguiu concluir com êxito.

No segundo tempo, o Maringá voltou mais ofensivo, mas o Athletico foi tomando as rédeas do jogo aos poucos. Aos 26 minutos, Vitor Roque acionou Cannobio, que chutou forte para Dheimison fazer a defesa, mas a bola sobrou para Erick mandar uma bomba e abrir o placar para o Furacão.

Logo em seguida, Vitor Roque disputou uma bola na área com o goleiro do Maringá, pedindo um pênalti, que foi inicialmente negado pela arbitragem, mas concedido após consulta ao VAR. Na cobrança, Cuello desperdiçou a chance de ampliar a vantagem.

No final da partida, em nova jogada de Vitor Roque, o atacante rolou para Alex Santana, que chutou no canto e decretou a vitória por 2 a 0 para o Athletico. Com esse resultado, o Furacão pode perder por um gol de diferença que ainda se classifica para a final. Já o Maringá precisa vencer por dois gols de diferença para levar o jogo para os pênaltis.

O próximo jogo entre as duas equipes será no domingo (26), às 16h, pela partida de volta da semifinal do Paranaense, na Arena da Baixada.