O Athletico acertou o primeiro contrato profissional da carreira do meia Kauan Pierry, de 16 anos. O atleta agora tem vínculo com o clube até junho de 2027.
Kauan é um dos destaques da geração e visto com muito potencial na base. Ele chegou ao clube em 2022.
Na temporada atual, o jogador disputou oito jogos, entre Copa do Brasil e Campeonato Paranaense da categoria.
O valor da multa rescisória gira em torno dos 60 milhões de euros (R$ 350 milhões).
No profissional, o Furacão é o sexto colocado na Série A e volta a campo no domingo para enfrentar o Vitória, em Salvador. A bola rola às 18h30 (de Brasília).
O volante Fernandinho não quer agilidade na definição do Athletico para contratar um novo treinador. Após a saída conturbada de Cuca, o jogador de 39 anos sugeriu calma para escolher um novo comandante.
“Não adianta se apressar para contratar um treinador que vai ter um resultado positivo a curto prazo sendo que o Athletico, historicamente, foi um clube que sempre se preocupou a longo prazo. É ter calma e paciência”.
avaliou.
Após a derrota para o Cruzeiro, o principal nome do elenco rubro-negro disse ter tido orgulho do time. Fernandinho ainda garantiu que o atual grupo pode entregar mais.
“Não sabemos se o Athletico vai ou não contratar jogadores, mas o mais importante é que a gente jogue e treine sabendo que temos a capacidade de melhorar. Nesse momento é muito importante permanecermos juntos. É assim que qualquer família, clube e instituição consegue sair de um problema”, apontou.
Interino é defendido por Fernandinho
Enquanto não encontra um novo treinador, o Athletico deve seguir sob o comando de Juca Antonello. No clube desde 2023, ele foi técnico do sub-20 e também teve experiência de comandar, de forma interina, o Ceará.
No ano passado, ele foi auxiliar do interino Wesley Carvalho depois das saídas de Luiz Felipe Scolari e Paulo Turra.
“Temos um treinador jovem, que está trabalhando conosco já há algum tempo. Era o auxiliar e hoje está à frente da equipe. É um cara que sabe de futebol, conhece. Estamos dando toda a ajuda. O mais importante é permanecer juntos, o clube ter a calma para escolher o nome certo, que vai encaixar bem dentro da instituição”, disse Fernandinho.
Sem vencer há quatro jogos, o Athletico se prepara para enfrentar o Vitória. O jogo da 13ª rodada do Brasileirão está marcado para o domingo (30), às 18h30, no Barradão, em Salvador.
Apesar de Fernando Diniz ser cotado como o principal nome para assumir como técnico do Athletico, são muitos nomes disponíveis no mercado.
1 – Mano Menezes
Sem clube desde o início de fevereiro, quando foi demitido do Corinthians, Mano é um dos “medalhões” do futebol brasileiro. O perfil não é recorrente no Athletico – apenas Luiz Felipe Scolari chegou com uma imagem similar, mas saiu queimado após aceitar o convite do Atlético-MG no ano passado.
Aos 62 anos, Mano Menenzes acumula três títulos da Copa do Brasil (2009 com o Corinthians e 2017 e 2018 pelo Cruzeiro).
2 – Maurício Barbieri
Atualmente no Juárez, do México, Barbieri já esteve no radar do Furacão. O treinador tem no currículo passagens por Flamengo, Goiás, América-MG e Vasco da Gama, teve o auge da carreira no Bragantino.
Barbieri esteve à frente do vice do Massa Bruta na Copa Sul-Americana 2021, justamente quando o Athletico se sagrou bicampeão continental. O trabalho de dois anos e dois meses teve fim em novembro de 2022, devido aos resultados ruins naquela temporada. Ele se despediu do time paulista com aproveitamento de 48,6% em 151 jogos (58 vitórias, 45 empates e 51 derrotas).
3 – Jair Ventura
Demitido do Atlético-GO na semana passada, o filho do tricampeão mundial Jairzinho está disponível no mercado. Ele nunca teve experiência no futebol paranaense e tem passagens por clubes tradicionais, como Santos, Botafogo e Corinthians.
A demissão aconteceu após o Dragão perder, de virada, para o Criciúma em casa. No entanto, o Atlético Goianiense está fora da zona de rebaixamento do Brasileirão, o que causou surpresa na saída do comandante. Além disso, Jair Ventura conquistou o tricampeonato goiano, sequência inédita do clube.
O técnico de 45 anos ainda acumula passagens por Sport, Chapecoense, Juventude e Goiás.
4 – Jorge Sampaoli
Conhecido pelo temperamento difícil e exigência alta, Sampaoli é um dos estrangeiros com trabalhos recentes no Brasil.
Com passagens por Santos, Atlético-MG e Flamengo, o argentino de 64 anos conquistou apenas o título do Campeonato Mineiro, em 2020. Ele ficou com o vice da Copa do Brasil em 2023, pelo Flamengo.
No entanto, o alto custo para ter Sampaoli foge dos padrões salariais do Athletico. Outra dificuldade é a exigência do treinador em contratações, que também está fora da política do Furacão.
5 – Tiago Nunes
Ídolo da torcida rubro-negra, Tiago Nunes comanda atualmente a Universidad Católica, do Chile. Eliminado da Sul-Americana, o time tem foco total no campeonato nacional para conquistar uma vaga na Libertadores.
O retorno do técnico campeão da Sul-Americana, em 2018, e da Copa do Brasil 2019 é o desejo de vários torcedores sempre que o Athletico está com o cargo vazio.
No entanto, Tiago é desafeto do presidente Mario Celso Petraglia. No fim de 2019, os dois não chegaram a um acordo de renovação.
A mágoa aconteceu dos dois lados. Tiago Nunes declarou que ficou chateado pela forma da saída do Furacão. Petraglia, em resposta a pedidos pela volta do treinador, já chamou os torcedores de ‘viúvas’.
6 – Marcelo Gallardo
O nome seria sonhar alto, principalmente no valor. Campeão da Libertadores e consagrado nos oito anos que esteve no comando do River Plate, Gallardo voltou a estar disponível no mercado após a demissão do Al-Ittihad, da Arábia Saudita, em maio.
A saída aconteceu após o argentino pedir a saída do atacante Karim Benzema da equipe, o que foi considerado inaceitável pelos saufitas.
Apesar de disponível no mercado, o Athletico teria que fazer um investimento histórico – o que não é o perfil do clube. Gallardo (com os demais membros da comissão) recebia na Arábia Saudita cerca de 18 milhões de euros, cerca de R$ 100 milhões por temporada, o que representa R$ 8,3 milhões por mês.
Para se ter noção, Abel Ferreira, do Palmeiras, e equipe recebem cerca de R$ 3 milhões por mês. Tite, e a comissão do Flamengo, ganham mais de R$ 2 milhões mensais. Ou seja, o Athletico teria que superar o investimento para trazer Gallardo ao futebol brasileiro.
7 – Gabriel Heinze
Heinze foi um dos nomes que já despertaram interesse do Furacão nos últimos anos.
Assim como ele, o Athletico monitorou Sebastián Beccacece, atualmente no Elche, da Espanha, Paulo Pezzolano, no Valladolid, também da Espanha, e Matias Almeyda, que está no AEK, da Grécia. No entanto, com esses três na Europa, Heinze é um nome disponível ao Athletico.
Aos 46 anos, ex-zagueiro está sem clube. Ele acumula passagens por Godoy Cruz, Argentinos Juniors e Vélez Sarsfield, da Argentina, e o Atlanta United, da MLS. O último trabalho foi no Newell’s Old Boys, que teve fim em dezembro de 2023.
8 – Fernando Diniz
Demitido do Fluminense no mesmo dia em que a saída de Cuca foi confirmada, o treinador é o atual campeão da Libertadores.
Diniz tem como trunfo a excelente relação com Petraglia. Em diversas entrevistas, ambos não perdem chance de trocar elogios. O treinador já chamou o cartola de “gênio”, enquanto o mandatário rubro-negro já comparou Diniz com Pep Guardiola, do Manchester City.
Não é à toa que Fernando Diniz é o principal cotado para assumir o comando do Athletico.
O que pode pesar contra, no entanto, é a vontade de descansar e aproveitar um tempo com a família após o período de mais de dois anos. A segunda passagem pelo Flu começou em abril de 2022, sendo que, em 2023, ele ainda atuou como técnico interino da seleção brasileira.
Cuca revelou em entrevista à Rádio Transamérica, de Curitiba, que houve uma briga no vestiário do Athletico Paranaense após o empate por 1 a 1 com o Corinthians, no domingo (23), na Ligga Arena, horas antes de ser anunciada sua saída do clube.
O técnico disse que “vestiário é sagrado”, mas revelou uma problema entre o zagueiro Thiago Heleno e o dirigente Paulo Miranda.
“O vestiário é sagrado. O treinador pega a palavra e agradecemos, independente do resultado. Naquele momento, estava havendo uma discussão, entre o Thiago Heleno e o Paulo Miranda, que é excelente pessoa, do bem e muito útil no Athletico”, revelou Cuca.
“Uma cobrança, o jogador retrucando, e eu senti, naquele momento, que ia desandar”, explicou o agora ex-técnico do Furacão.
Cuca rebate declarações do presidene do Athletico
Acusado por Mario Celso Petraglia de ter dado um “piti” no vestiário, o treinador disse que precisou “não deixar desandar” em meio ao problema entre o zagueiro e o dirigente do clube.
“Se você deixa desandar, você não é o comandante. E eu falei: ‘Quando tem um culpado diferente todo jogo, o treinador é o culpado e ele precisa agir. Então eu prefiro sair, dar lugar para outra pessoa com mais energia, tirar mais de vocês. Sinto que esse é o momento de eu sair’. Rezamos e pronto”, destacou Cuca, que seguiu, citando as críticas públicas de Petraglia.
“Foi isso, fiz o que o comandante precisa fazer, chamar a responsabilidade e colocar o cargo à disposição”, se defendeu o técnico.
“Depois de tudo veio isso (o texto), me chamando de traidor, o que discordo. Eu agi com o coração. Não larguei o Athletico em uma fase ruim, não estou indo para outro clube, estou saindo para que outro treinador possa contribuir ainda mais”, concluiu Cuca.
O ex-técnico do Athletico-PR, Cuca, rebateu o presidente do clube, Mario Celso Petraglia, que se pronunciou com uma carta fervorosa atacando o comportamento do treinador. Em comunicado enviado por meio da assessoria de imprensa, Cuca disse que tentou proteger o grupo de jogadores, entretanto seu discurso possui contradições.
Contradição 1
No pronunciamento, o técnico primeiro diz: “Não gostaria de ter deixado o trabalho”, mesmo sendo ele quem pediu a demissão. Cuca mesmo afirma que foi ele quem deixou o cargo no mesmo pronunciamento:
“Quando entramos na roda de oração pós-jogo, com todos desolados, não era hora de se buscar culpados. Tentaram! Me senti obrigado a assumir toda a responsabilidade e colocar meu cargo à disposição”, disse em comunicado.
Contradição 2
Em seu comunicado, Cuca também diz que nenhuma demanda foi feita publicamente: “Nenhuma demanda foi feita publicamente, apenas dentro do escopo dessas reuniões [internas]”. Entretanto o técnico em diversas oportunidades solicitou reforços no elenco publicamente, em entrevistas coletivas e até mesmo citando nomes de possíveis jogares, como foi o caso de Gabigol, Keno, Dudu, Jemerson e André Ramalho.
Como tudo aconteceu
Cuca já estava decidido a deixar o cargo na mão da diretoria do Athletico antes mesmo de se dirigir a sala da coletiva de imprensa. Isso, aliás, foi tema na conversa do treinador com os jogadores momentos depois do empate, por 1 a 1, contra o Corinthians nesse domingo, na Ligga Arena, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Antes de se encaminhar para a entrevista coletiva, o treinador reuniu o elenco no vestiário e disse que está fora do Athletico. Em seguida, ele se dirigiu à sala de imprensa da Ligga Arena, onde teria também a presença de Fernandinho, mas a participação do volante foi cancelada.
Na entrevista coletiva, Cuca falou abertamente sobre a conversa que pretendia ter com a diretoria do Athletico para tratar sobre seu futuro. O que ocorreu nesta segunda-feira, quando o elenco se reapresentou para iniciar a preparação visando o jogo contra o Cruzeiro, que será em Belo Horizonte.
O problema é que as palavras utilizadas por Cuca na entrevista não caíram bem com alguns jogadores e dirigentes. Isso porque, o treinador expôs uma situação que era tratada de forma interna. Desta forma, tudo que o técnico falou à imprensa fez quem era a favor dele ficar contrário após o discurso.
Assim que deixou a sala de imprensa na Ligga Arena, Cuca foi chamado por integrantes da torcida organizada que estavam protestando no local, mas sinalizou, com gestos que não iria até eles. Em seguida, o treinador deixou o estádio.
A carta de Petraglia
O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, detonou Cuca após o técnico ter pedido para sair do clube. Petraglia falou que Cuca deu “piti” após o jogo contra o Corinthians e definiu o técnico como a maior decepção que ele viveu no futebol. Leia aqui na íntegra.
O ex-técnico do Athletico-PR, Cuca rebateu o presidente do clube, Mario Celso Petraglia. Em comunicado enviado por meio da assessoria de imprensa, o treinador disse que tentou proteger o grupo de jogadores.
“Quando entramos na roda de oração pós-jogo, com todos desolados, não era hora de se buscar culpados. Tentaram! Me senti obrigado a assumir toda a responsabilidade e colocar meu cargo à disposição, como forma de resguardar o grupo”, disse em comunicado.
A nota foi divulgada poucas horas depois de Petraglia detonar Cuca. O presidente teceu duras críticas ao treinador. Petraglia se referiu a uma bronca que o treinador deu no elenco após mais um empate sofrido nos acréscimos.
Cuca afirmou nunca ter feito demandas de maneira pública. O treinador agradeceu a oportunidade em poder comandar o time do coração.
O técnico ainda expressou tristeza por abandonar o projeto em andamento. No entanto, ressaltou esperar mais opções no elenco.
“Conheci uma estrutura única mas contava com uma construção de grupo com ainda mais alternativas. Agradeço mais uma vez a oportunidade de poder comandar meu time do coração. Estou muito triste, mas não poderia ter tomado qualquer decisão diferente naquele momento”, pontuou.
Cobrança de Petraglia
O dirigente se referiu a uma bronca que o treinador deu no elenco após mais um empate sofrido nos acréscimos. Nesse domingo (24), pelo terceiro jogo seguido, o Athletico-PR sofreu um gol nos acréscimos e deixou de sair vitorioso no Brasileirão.
A sequência negativa revoltou os torcedores rubro-negros, o que deixou o técnico Cuca indignado na coletiva.
“Já definido perante os atletas que não ficaria e para nossa Diretoria foi para a entrevista coletiva se justificar e transferir a a responsabilidade para a terceiros! Falou em números da folha de pagamento do clube sem nenhuma melhor informação! Não sabemos de onde tirou esses números! Lamentável que um homem que se diz torcedor do Furacão, com 61 anos, tendo treinado grandes clubes não tenha o controle suficiente para esfriar a cabeça e não ter o “piti” como se comportou ontem!”, desabafou Petraglia.
Cuca não gostou do fato da torcida ter atribuído os gols sofridos às escolhas do técnico. Em entrevista após o empate por 1 a 1, em Curitiba, o comandante deixou o cargo à disposição da diretoria. O treinador afirmou que teria uma conversa com o diretor de futebol André Mazzucco sobre a permanência no clube.
“Tenho tentado renovar, mas não consigo. Eu falei aqui, lá no começo, que precisávamos fortalecer. E não vou falar em cima das derrotas. Tem momento em que você também não vai pegar e dar soco em ponta de faca. É ter um jogo aberto com o Mazzucco. De repente, a saída do treinador é melhor. Cria um ânimo novo. Para de tomar gol em cima da hora”, disse.
O presidente do Athletico, Mario Celso Petraglia, detonou Cuca após o técnico ter pedido para sair do clube. Petraglia falou que Cuca deu “piti” após o jogo contra o Corinthians e definiu o técnico como a maior decepção que ele viveu no futebol.
Carta na Íntegra
“Neste anos todos de futebol já vivi muitas decepções, existem decepções e decepções, esta do Cuca foi a maior delas! Botamos a cara a tapa para amenizar seu desgaste havido com a torcida do Corinthians, que lavou a ropa suja do seu passado não resolvido!
Prometo que não seremos doravante mais usados e abusados pelo mau caráter de pessoas que pela nossa resiliência aceitamos ajudá-las! Foi o que ocorreu com o Cuca, o qual nos usou e depois nos traiu! Jamais esperava um comportamento descontrolado que teve nos vestiários após o empate com o SCCP! Não entrarei nos detalhes porque nossos jogadores por mais que não tivessem garantido os 3 pontos nas últimas partidas não mereciam ouvir o que ouviram!
Já definido perante os atletas que não ficaria e para nossa Diretoria foi para a entrevista coletiva se justificar e transferir a a responsabilidade para a terceiros! Falou em números da folha de pagamento do clube sem nenhuma melhor informação! Não sabemos de onde tirou esses números!
Lamentável que um homem que se diz torcedor do Furacão, com 61 anos, tendo treinado grandes clubes não tenha o controle suficiente para esfriar a cabeça e não ter o “piti” como se comportou ontem! Que siga seu caminho, que encontre outro clube que tenha a boa vontade que o Furacão teve e que a torcida o acolha como a nossa mesmo contrariada o fez!”
O Athletico sinalizou ao staff de Fernando Diniz que tem interesse na contratação do treinador. O primeiro contato ocorreu nesta segunda-feira, horas após o Fluminense anunciar a demissão do profissional.
Pesa a favor de Diniz a relação de admiração com o presidente Mario Celso Petraglia. O nome do profissional também é bem avaliado pelo departamento de futebol do Rubro-Negro.
Diniz e André Mazzuco, diretor de futebol do Athletico, trabalharam juntos no Santos, em 2021.
O treinador comandou o Athletico em 2018. Foram 21 jogos à frente da equipe. No ano passado, Diniz relembrou a passagem por Curitiba, demonstrou gratidão ao clube e exaltou Petraglia.
– Daquele trabalho a gente ajudou a propiciar o aparecimento do Lodi, Leo Pereira e Bruno Guimarães. Quando eles iam começar a jogar comigo eu acabei saindo. Ficou uma base do trabalho e o Athletico soube aproveitar. E, de maneira especial, queria agradecer o Mario Celso Petraglia, que considero um amigo e um gênio. Tenho um relacionamento especial com ele, sou muito grato – falou.
Após a saída, o presidente elogiou Diniz e chegou a compará-lo com Guardiola.
– Essa questão é semântica. Eles trabalharam meses juntos. Ele trabalhou em conjunto com o time alternativo, junto com o Fernando. Ele é mais conservador. As pessoas são como são. Havia uma integração. Agora, ao nível do Fernando, quem sabe o Guardiola – disse à época.
O profissional deixou o Fluminense nesta segunda-feira. Ele retornou ao clube em abril de 2022, mas viveu seu melhor momento em 2023, quando conquistou o Carioca e o título inédito da Libertadores. Nesta temporada, também levantou a taça da Recopa Sul-Americana, com vitória sobre a LDU.
Após uma reunião que durou mais de uma hora entre o técnico Cuco e André Mazzuco, e depois com CEO Alexandre Leitão e Marcio Lara, o Athletico confirma: Cuca não faz mais parte do clube. Quem assume interinamente o time até a chegada de um novo treinador é o auxiliar Juca Antonello.
O motivo da saída é a insatisfação de Cuca com desempenho do Athletico e falta de posicionamento do clube quanto à novas contrações.
O técnico deixou claro, publicamente, em entrevista coletiva após o empate com o Corinthians, que sua vontade era de sair do clube caso não houvesse novas contratações. Ao fazer isso, antes mesmo de conversar com a diretoria do Athletico, os dirigentes se sentiram decepcionados e irritados com o treinador, inclusive o presidente Mario Celso Petraglia.
O Athletico ainda não anunciou ou se inclinou para algum novo treinador.
Como tudo aconteceu
Cuca já tomou já estava decidido a deixar o cargo na mão da diretoria do Athletico antes mesmo de se dirigir a sala da coletiva de imprensa. Isso, aliás, foi tema na conversa do treinador com os jogadores momentos depois do empate, por 1 a 1, contra o Corinthians neste domingo, na Ligga Arena, pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Antes de se encaminhar para a entrevista coletiva, o treinador reuniu o elenco no vestiário e disse que está fora do Athletico. Em seguida, ele se dirigiu à sala de imprensa da Ligga Arena, onde teria também a presença de Fernandinho, mas a participação do volante foi cancelada.
Na entrevista coletiva, Cuca falou abertamente sobre a conversa que pretendia ter com a diretoria do Athletico para tratar sobre seu futuro. O que ocorreu nesta segunda-feira, quando o elenco se reapresentou para iniciar a preparação visando o jogo contra o Cruzeiro, que será em Belo Horizonte.
O problema é que as palavras utilizadas por Cuca na entrevista não caíram bem com alguns jogadores e dirigentes. Isso porque, o treinador expôs uma situação que era tratada de forma interna. Desta forma, tudo que o técnico falou à imprensa fez quem era a favor dele ficar contrário após o discurso.
Assim que deixou a sala de imprensa na Ligga Arena, Cuca foi chamado por integrantes da torcida organizada que estavam protestando no local, mas sinalizou, com gestos que não iria até eles. Em seguida, o treinador deixou o estádio.
Sem clima para Cuca
O Athletico sofreu o empate nos acréscimos, quando Cacá, ex-jogador do clube, aproveitou o rebote após falta cobrada na trave. Após o apito final, a torcida protestou contra o time com gritos de “vergonha”, uma vez que o mesmo tinha ocorrido diante de Flamengo e Botafogo.
A relação de Cuca com a torcida parece ter acabado, bem como a situação com os dirigentes e elenco. Internamente, o que houve no vestiário da Ligga Arena é considerado algo grave e não condiz com a postura de um treinador profissional.
Proposta do Cruzeiro?
Ainda internamente, um outro assunto se tornou recorrente no CT do Caju nas últimas semanas: um possível interesse do Cruzeiro. O Grupo RIC, aliás, informou que Cuca tem proposta do time mineiro. Através de sua assessoria de imprensa, o treinador disse que não vai para a Raposa.
— Notícia mentirosa e desrespeitosa. Comigo, com o Athletico, com o Cruzeiro e especialmente com o profissional que lá está — disse Cuca através de sua assessoria de imprensa.
Após contato com inúmeras pessoas da diretoria do clube paranaense, eles afirmam de forma unânime que consideram uma traição se ocorrer de Cuca deixar o Furacão para treinar a Raposa.
O pós-jogo entre Athletico e Corinthians tem sido bem conturbado para o Athletico. Durante a coletiva de imprensa, algumas declarações de Cuca deixou claro sua vontade de deixar o clube. Dirigentes do Furacão não gostaram da falas e já consideram o técnico fora do clube paranaense e uma reunião nesta segunda-feira será batido o martelo.
O que mais tem se falado é sobre o Cruzeiro estar em contato com Cuca há duas semanas, abrindo espaço para especulações da ida do técnico para o clube mineiro. O técnico e o Cruzeiro negam que haja algum contato, mas Alexandre Mattos, executivo do clube mineiro, chegou as pressas em Curitiba, na noite de domingo, após o jogo.
Após Cuca praticamente entregar o cargo no Athletico e ter nome conectado ao Cruzeiro, Alexandre Mattos, executivo do clube mineiro, chega em Curitiba.
Anão ser que haja uma mudança de cenário enorme, o Athletico não considera mais Cuca no comando do time. Diversos dirigentes estão decepcionados e irritados, inclusive o presidente Mario Celso Petraglia, com as declarações feitas pelo técnico após o empate de 1 a 1 contra o Corinthians, na 11ª rodada do Brasileirão. Uma reunião está marcada para esta segunda (24) no CT do Caju, onde Cuca e o clube devem formalizar a saída.
Internamente existe uma decepção muito grande com tudo que aconteceu hoje por parte dos dirigentes do Athletico. Uma saída agora, inclusive pra outro time (e esse assunto ronda o CT há meses) seria vista como traição no momento que o CAP abriu a porta para um retorno.